domingo, 12 de outubro de 2008

O Libertário

Estou cansado
Farto de tanta hipocrisia
Ruim é ficar de fora

São orgias e rodas
Para o consumo de drogas
Corrupção faz parte (para eles)

Tentaram me enganar
Me pagaram sem eu saber
Também por isso não vou aceitar

Quem um dia me ensinou
Vai sofrer sem meu perdoar
Pátria sem valor

A voz do brasil é palavrão, arroto e sermão
Causando, sempre, desgraça para multidão masoquista
Os sádicos atendem a maioria que gosta de se mutilar

Eu não vou pagar
A conta é de quem não toma conta
Aqueles que pagam sem saber que estão a pagar

Rindo à toa feito trouxa
Vendo filho chorar
Sem poder o próprio dinheiro tomar

Por tudo, todos e mais
O ser humano é desumano ao falar
Triste e merecedor

Suicidas nunca têm motivo
Mas estão certos
Só a morte para libertar

Hailton Andrade

4 comentários:

Mila Botto disse...

Você brinca com as palavras com uma facilidade encantadora.

Parabéns!
Beijos, amor.

Anônimo disse...

Lembrei! :D
Está vendo??

Bom poema, um tanto pessimista... mas nosso eu lírico é feito de muitas fases.
Beijo! :*

Revista Versátil disse...

Adorei!!
Como disse Mila, vc brincou com as palavras...
Um pouco pessimista mesmo, mas ao mesmo tempo, realista. O que se pode fazer, nao é mesmo?! As vezes enxergamos essas coisas e, infelizmente, elas existem.
=**

Raiara Az disse...

Pessimista! Mas mui belo!
Sou sua fã amigo... continue com a serena calma e intrigante doçura para escrever... Já és um grande ser humano e certamente também será um grande jornalista!

Beijo e Fica com Deus.