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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Soneto da tentativa

A saída repentina de casa
Doeu a dor do partir
É como não saber a razão de ir
Embora o preceder seja farsa

O alívio não demora a agir
Logo senti o cheiro da rosa
E embarquei em uma boa prosa
Tudo passou a fluir

Decidi então a hora de fugir
Seria meses depois de estar ali
No lugar onde todos querem subir

Vi nascer a primeira asa
E o que era sofrer demoli
Encontrei a luz na minha musa

Hailton Andrade

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Al final

El viaje se acabó
Una nueva ruta empezó
Salí de donde nascí
Mi continente és justo allí
Donde hay todo lo que necesito

Mi hogar sin en esto pensar
Siento ser más latino ahora
Era como si yo fuera de afuera
Pues no habia alcanzado
Llegar tan lejos y quedarme

Mi vida sigue
El camino vive
Lo que he dejado me acompaña
He vivido sin apagar la llama
Del fuego de mi corazón

La familia ha crecido
Mis ojos no tienen foco
Miro todo lo que puedo solo
Para aprender y crescer
Vivir intensamente és todo

Al final de este viaje empezo otra busquéda
Sin rumbo, sigo por lo que quiero
Aunque no sepa
Lo que me espera
Caminar siempre és todo que me importa

Hailton Andrade

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Vero

Verdade insolente
Escapada fugaz
Roubada aprazível
Onomatopeia gringa
Nó torto
Ilha sentimental
Ciranda tímida
Alvorada alemã

Hailton Andrade

Expectativa efêmera

Faltam muitas horas
O caminho é largo
Mas eu chego cedo
Embora seja mais um trecho
Aproxima-se algo novo
Cada semana é assim
Tudo é sempre diferente
Não me canso
Ao menos agora
Observo e tento refletir
Me animo e me alegro
Pouco me decepciono
Sempre, todavia, me preocupo
O medo eu não tenho
E quem o tem?
Com ele se convive
Compartilha se quiser
Prefiro a relação discreta
Seguimos rumo ao norte
A busca é por calor
Somos eu e o que sinto

Hailton Andrade

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Bagagem

Na mochila, o necessário
Na cabeça, lembranças
Na barriga, a fome
Nas costas, a responsabilidade
Nos braços, amizades
Nas pernas, os caminhos
No necessário, o pouco
Nas lembranças, vocês
Na fome, a sede
Na responsabilidade, o desgosto
Nas amizades, tudo
Nos caminhos, o mundo
Hailton Andrade

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Labuta

A busca incessante pelo que fazer
Ter tão pouco para se estressar
Viver livre para descobrir
Que inveja a viagem me dá

Ela não posso ser
Há tanta coisa que eu queria mudar
Porém sei, é impossível fugir
Das responsabilidades que o mundo me dá

Parece que não, mas tento prover
Tudo para quem quer se aventurar
Nem todos querem ir
Isso me deixa tão... Sabe-se lá

Hailton Andrade

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Palavra excluída

Não é muito diferente
Mas ninguém me entende
Não sei como me expressar
Às vezes passo do ponto
Entro em transe
E volto perdido um segundo depois
Falando em depois
Como é bom rever o tempo
Lento, sem correr
Faz algum tempo, não sei precisar
Decidi excluir
Uma derivação desse verbo veloz
Só do meu vocabulário
Como é bom tê-lo esquecido
Ao menos hoje

Hailton Andrade

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Na estrada

Na viagem mais longa
Eu perco a vontade
E jamais fico à vontade

Preocupações perambulam no caminho
Atrasam minha chegada

As dores tornam-se constantes
Antes mesmo das surras de palavras

Faltam as lições, quase sempre descartadas

Como tudo, quase
Aí eu quase me mato
Me demito, hesito

Nesse jogo de quases
Só lamento quase amar

Hailton Andrade